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Reptilterapia

 

Durante anos venho realizando pesquisas sob os benefícios gerados por terapias que utilizam animais como co-terapeutas.
Nessa caminhada, desde 1999 como coordenadora da Walking Equoterapia, vivi junto com os pais e praticantes de equoterapia, inúmeras vitórias alcançadas por eles. Porém, a equoterapia, já é um método terapêutico reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina.
Juntamente com a equoterapia, iniciei com a Terapia Assistida por Animais, utilizando: canino, roedor, ave e réptil.

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O réptil em questão usado nessa época era o jabuti.
Comecei a observar que a maioria das crianças com quadro de hiperatividade, falta de atenção, respondiam positivamente a terapia com o jabuti. Isso,começou a chamar muito minha atenção, porque não era um ou outro assistido, eram todos.
Comecei a ler, pesquisar, sob comportamento animal, benefícios dos animais nas terapias, pesquisei tudo o que possam imaginar, mas nada falava sobre a pet terapia com répteis. Encontrei artigos, textos, pessoas que usavam répteis para trabalhar com Educação Ambiental.
Em uma de minhas pesquisas, descobri que no Norte de Israel Ada Barack, desenvolveu a massagem com serpentes, chamada Massagem Ofídia- e os relatos de quem era submetido por essa massagem, eram: poder relaxante, calmante, aumento da mobilidade.
Por intermédio de um médico, soube que nos EUA a reptilterapia já era usada, mas não encontrei nada em literatura.
Como a Walking Equoterapia já realiza o trabalho de Equoterapia (Cavalo), Terapia Assistida por Animais (peludos- cães, aves, coelhos, porquinho da índia), faltava para completar essa equipe de co-terapeutas os répteis com escamas (lagarto iguana, lagarto teiú, jacaré de papo amarelo e cobra jibóia).
Nas constantes pesquisas e estudos que continuei realizando, era nítido que além da equipe completa que a Walking já constituía composta por: fisioterapeuta, fonoaudiólogo, pedagogo, psicopedagogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, instrutor de equitação, médico veterinário dos equinos, médico veterinário específico a cada espécie trabalhada na pet terapia e um médico responsável pelo Centro Walking Equoterapia; eu necessitava de um biólogo que trabalhasse com répteis e fosse especialista em comportamento animal.
Foi ai que se iniciou a parceria com a empresa SOS AMBIENTALl que é uma empresa de Responsabilidade social e ambiental, direcionado ao público infantil e adulto. Suas ações são supervisionadas por educadores, biólogos e veterinários que respondem de forma lúdica e divertida as questões levantadas pelas crianças.
Envolver o público diretamente em questões ambientais é uma estratégia muito importante para o desenvolvimento de atitudes e ações conservacionistas, podendo ser efetuado de forma eficiente através de uma interação com os nossos animais.
Cabe ressaltar que todos animais utilizados na atividade apresentam o registro do IBAMA e nenhum animal sofre qualquer tipo de agressão ou maus tratos.
Nesses 3anos de Idealização, Implementação, até chegar hoje a Implantação da Reptilterapia, tenho me surpreendido com as respostas que as crianças vem apresentando nessa terapia.
Para relatar alguns casos: H, com espectro de Autismo, só falava papai e mamãe e na primeira sessão de reptilterapia falou: COBA para COBRA.
L.J.H. com PC na primeira sessão, sem interferência do fisioterapeuta realizou ajuste postural automaticamente no momento em que a jiboia foi colocada em seu pescoço, e conseguiu manter a sustentação de seu tronco, até a retirada do animal.
L.J. com Hiperatividade, conseguiu manter atenção e concentração, realizar atividades com início, meio e fim, na brincadeira da Iguana em sua cabeça. Além disso, passou a comer banana, fruta que não comia (SIC), pois ao alimentar o lagarto teiú com a banana, teve interesse em experimentar o alimento também.
E.F. fobia de animais, na primeira sessão, superou seu medo e por sua própria vontade e iniciativa já colocou a jiboia em seu pescoço.
Os répteis são animais de sangue frio, com escamas, que fornecem uma propriocepção tátil, totalmente diferente dos peludos.
Eles são menos invasivos, tendo um grande poder calmante.
A reptilterapia, está possibilitando as crianças novas interações, pois são animais que elas não costumam ver no dia a dia e muito menos manusear, tocar, onde há quebra de paradigmas.
Ao vermos uma serpente, imediatamente associamos a um animal perigoso, ou ao nojo, enquanto na realidade, a jiboia é extremamente mansa e dócil, onde começamos a ensinar a não julgarem as coisas e os seres só pela aparência, ou pelo o que ouviram falar, trabalhando aqui a questão do bullying que existe entre as pessoas.
Trabalhamos o ser humano como um todo em seu aspecto motor, social, afetivo/emocional e cognitivo.
Como em qualquer terapia com animal observamos aumento na autoconfiança, autoimagem e autoestima.
Nenhum tratamento substitui o outro, muito pelo contrário um complementa o outro.
O paciente ao chegar ao Centro Walking Equoterapia, passará por uma avaliação com a equipe de profissionais, que poderá determinar qual tratamento é mais adequada aquele caso.
Não existe técnica e nem receita de bolo, existe o paciente, seu caso, sua necessidade a ser trabalhada, estimulada, uma equipe completa de profissionais e um Centro que oferece diversos tipos de tratamento de acordo com cada caso.
A ciência e seus avanços comprovam como as endorfinas agem no corpo humano, de crianças que participam da TAA, pois os hormônios ao serem liberados à partir do estímulo visual e tátil colaboram na melhora da:
memória; estado de espírito; aumento da resistência; aumento da disposição física e mental; sistema imunológico; efeito antienvelhecimento, pois removem superoxidos; alívio de dores.